Manual do Linux

Dezembro 8, 2007

Vote na minha resposta na promoção 4Linux!

Arquivado em: Anúncio — PabloVieira @ 5:24 pm

A 4Linux está sorteando três notebooks Asus eeePC numa promoção. Vencem as três pessoas que derem a resposta mais popular para a seguinte pergunta:

Onde mais o Linux deveria rodar?

Minha resposta está aqui: http://promo.4linux.com.br/resposta/1288

Por favor, votem :D

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Novembro 20, 2007

ArchLinux: [core] reconstruído.

Arquivado em: Notícias — PabloVieira @ 7:19 pm

Devido às novas versões de pacotes importantíssimos para o núcleo do sistema, como o gcc e a glibc, os desenvolvedores do ArchLinux acharam melhor reconstruir todos os pacotes do repositório [core](que contém os pacotes essenciais). É recomendado que todos atualizem seus sistemas com o pacman -Syu. Os desenvolvedores pedem que quaisquer bugs causados por essa atualização seja postado no bug tracker.

Outubro 29, 2007

Outubro 28, 2007

Status musical no Pidgin com MusicTracker

Introdução

É moda entre os usuários Windows ativar um plugin no Windows Live Messenger que se integra ao Windows Media Player e mostra o que o indivíduo está ouvindo.

Esta dica é para você, usuário Linux que sente falta de algo similar a esse plugin. Mostro hoje o MusicTracker, um plugin para o Pidgin(programa de mensagens instantâneas) que se integra com inúmeros players for Linux para mostrar o que você está ouvindo.

Diretamente da página do projeto no Google Code:

MusicTracker is a plugin for Pidgin (previously known as Gaim) which displays the music track currently playing in the status message of various accounts such as AIM, Yahoo, MSN, Gtalk (Jabber), etc., i.e. any protocol Pidgin supports custom statuses on. Support for a wide range of audio players on both Windows and Linux platforms is planned. Currently supported players: Amarok, Rhythmbox, Audacious, XMMS, MPC/MPD, Exaile, Banshee, Quod Libet on Linux. Winamp, Windows Media Player (9+), iTunes, Foobar2000 (incomplete support) on Windows.

Tradução livre:

MusicTracker é um plugin para o Pidgin que mostra a música que está tocando atualmente no status de vários protocolos como AIM, Yahoo, MSN, Gtalk(Jabber), etc. e.g qualquer protocolo do Pidgin que suporte status personalizado. O suporte para uma grande faixa de player tanto para Windows como para Linux é planejado. Players suportados atualmente: Amarok, Rhythmbox, Audacious, XMMS, MPC/MPD, Exaile, Banshee, QuodLibet no Linux. Winamp, WIndows Media Player(9+), iTunes, Foobar2000(suporte incompleto) no Windows.

Quer uma amostra? Aí vai:

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Instalação

Nenhuma das distribuições que eu conheço inclui o MusicTracker em seus repositórios. Por isso teremos que compilá-lo direto do código fonte.

Antes de começar devemos instalar algumas dependências. As dependências inluem:

  • Pidgin 2.0.0 ou superior
  • As bibliotecas de desenvolvimento do Pidgin(comumente pidgin-devel)
  • A biblioteca pcre e seu pacote de desenvolvimento (comumente pcre e pcre-devel)
  • Dbus-glib

Instalação das dependências:

Debian, Ubuntu e derivados:

# apt-get install libpcre3-dev pidgin-dev

OpenSuSE

Selecione os pacotes pcre-devel e pidgin-devel no YaST.

Mandriva

# urpmi libpcre-devel pidgin-devel

ToDo: Preciso incluir a instalação das dependências em outras distribuições.

Pra instalar o plugin em si não basta mais do que baixar, descompactar e executar os três comandinhos mágicos:

$ wget -c http://musictracker.googlecode.com/files/musictracker-0.4.1.tar.bz2
$ tar jxvf musictracker-0.4.1.tar.bz2
$ cd musictracker-0.41
$ ./configure
$ make
# make instal
l (como root)

Nota: Para os usuário do ArchLinux, existe uma PKGBUILD no AUR do MusicTracker. Ela pode ser encontrada aqui.

Usando o Plugin

Abra o Pidgin, conecte-se e vá em Ferramentas > Plugins. Localize o MusicTracker, ative-o e clique em Configurar plugin.

Photo Sharing and Video Hosting at Photobucket

Em Player você pode selecionar o player que você usa e que será detectado.
A opção Status Format permite que você configure o modo como será mostrada a música na sua mensagem de status. Para isso você deve usar o código referente às variáveis do MusicTracker. Em Adicionar há uma lista completa, mas aqui vão algumas:

  • %p – Artista
  • %a – Album
  • %t – Nome da música
  • %m – Símbolo de nota musical
  • %d – Duração da Música

Feita a configuração, você pode ser supercool novamente e mostrar pra todo mundo o que está ouvido ;)

Abraços e até a próxima

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Outubro 21, 2007

alias – acelere seus comandos!

Arquivado em: Rapidinha — Tags: — PabloVieira @ 3:01 pm

Fala galera! Tudo beleza com vocês?

Primeiramente desculpa por sumir daqui =[

Introdução

Hoje vou mostrar uma dica rapidinha. É sobre o comando alias, que permite a você criar novos comandos baseados em comandos já existentes.

Não entendeu nada? Acompanhe este exemplo:

[root@pabloxubuntu:/home/pablo]# instalar vim-full
Lendo lista de pacotes… Pronto
Construindo árvore de dependências
Reading state information… Pronto
Os pacotes extra a seguir serão instalados:
libruby1.8 tcl8.4 vim-gui-common
Pacotes sugeridos:
tclreadline cscope vim-doc
Os NOVOS pacotes a seguir serão instalados:
libruby1.8 tcl8.4 vim-full vim-gui-common
0 pacotes atualizados, 4 pacotes novos instalados, 0 a serem removidos e 11 não atualizados.
É preciso fazer o download de 3850kB de arquivos.
Depois de desempacotar, 11,6MB adicionais de espaço em disco serão usados.
Quer continuar [S/n]?

Hã? Mas como assim “instalar”? O comando não era apt-get install ?!?!

Essa é a mágica ;)

Sintaxe

O alias cria um novo comando chamado instalar, que na verdade faz “apt-get install”. Veja:

alias instalar=’apt-get install’

É um comando bem simples, mas muito útil =D

Muitas distribuições Linux já incluem alguns alias por padrão, para facilitar a tarefa do usuário. Quer um exemplo? Digite ls no terminal e veja se a saída sai colorida. Esse é um alias clássico, pois o ls sozinho não colore a saída. O que faz o ls sair colorido é a opção –color, onde então ficaria ls –color. (com dois traços – o WordPress acaba juntando os dois e faz parecer um só, mas são dois) Esse é o alias que as distribuições criam:

alias ls=’ls –color=auto’ (com dois traços)

Salvando aliases e exemplos de uso

Aqui vou dar algumas dicas de comandos longos que podem ser encurtados com o alias. Obivamente são só exemplos: solte sua imaginação e faça seus próprios comandos mágicos!

ls & grep coloridos

Este é o mesmo exemplo acima. Essa sintaxe funciona com os comandos ls(listar diretórios) e grep(buscar trechos de texto em arquivos). No caso do ls, ele colore de acordo com o tipo de arquivo e com seus atributos. Já o grep colore em vermelho o texto encontrado.
alias ls=’ls –color=auto’ (com dois traços)
alias grep=’grep –color=auto’ (com dois traços)

Comandos do gerenciador de pacotes

Este é o primeiro exemplo que eu dei. É bem mais fácil digitar “instalar programa” do que “apt-get install programa”. Aqui dou uma lista completa de aliases de remoção, instalação, busca, atualização de pacotes e repositórios de várias distribuições.

Debian, Ubuntu, Kurumin e derivados (apt)

alias instalar=’apt-get install’
alias remover=’apt-get remove
alias buscar=’apt-cache search’
alias upgrade=’apt-get upgrade’
alias update=’apt-get update’

Fedora(yum)

alias instalar=’yum install’
alias remover=’yum remove’
alias buscar=’yum search’
alias upgrade=’yum update’

ArchLinux(pacman)

alias instalar=’pacman -S’
alias remover=’pacman -Rns’
alias buscar=’pacman -Ss’
alias upgrade=’pacman -Syu’
alias update=’pacman -Sy’

Gentoo (portage

alias instalar=’emerge’
alias remover=’emerge –unmerge’
(com dois traços)
alias buscar=’emerge -s’
alias upgrade=’emerge -u world’
alias sync=’emerge –sync’
(com dois traços)

Pronto, agora você tem as principais funções do seu gerenciador de pacotes favorito em comandos fáceis de lembrar.

Pra finalizar, dou a dica mais valiosa. Repare que sempre que você fecha o terminal o alias se perde. Para guardar um alias pra sempre, você deve colocá-lo no seu arquivo ~/.bashrc, que é o “arquivo de inicialização do bash”. Sempre que você abre o terminal, esse arquivo é lido e são executados os comandos descritos nele. É nele que é configurado, por exemplo, a variável PS1, que dita o título do prompt(usuario@host:pasta$). Não altere as demais opções do .bashrc, apenas adicione as suas, uma por linha.

É isso aí. Desculpe novamente por ter sumido e espero que tenham curtido a dica. Até a próxima.

[]’s

StJimmy2k

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Agosto 15, 2007

Artigo: Repositórios Debian vs Repositórios Ubuntu

Arquivado em: Artigo — PabloVieira @ 9:53 pm

Atenção: Este texto também está disponível em http://www.guiadohardware.net/artigos/repositorios-debian-ubuntu/

Introdução

Antigamente não havia muita escolha. Os desenvolvedores baseavam suas distribuições em Debian e utilizavam os repositórios oficiais. Havia a adição de alguns repositórios não-oficiais(como o debian-multimedia) e repositórios próprios para certos programas, mas todos sempre compatíveis com o Debian. Uma ou outra distiribuição utilizava pacotes próprios, como o Kanotix(conhecido pelos patches do kernel desenvolvidos pelo Kano), mas no geral isso era uma exceção, e nem todos os pacotes eram realmente próprios.

Mesmo o Ubuntu, em versões anteriores à 6.06, utilizava uma base de pacotes muito semelhante à do Debian. É possível provar isso acompanhando tutoriais da época, que de vez em quando recomendavam a adição de repositórios do Debian Sid(eterno Unstable, base do Ubuntu) no sources.list para a instalação de um pacote ou outro ainda incontido nos repositórios Ubuntu.

A partir do Ubuntu 6.06 LTS essa situação mudou de figura. O Ubuntu começava a ficar realmente bom, e seus repositórios cresceram e se tornaram já incompatíveis com os do Debian. Os pacotes começaram a ser atualizados com uma frequência um pouco superior aos do Debian Testing(Etch na época) e alguns programas úteis para Desktop estavam disponíveis, como joguinhos e coisas do tipo.

A migração para repositórios do Ubuntu

Usar os repositórios do Ubuntu 6.06 LTS parecia o sonho de qualquer desenvolvedor de distribuições Desktop baseadas em Debian. Colocá-lo em prática seria trabalhoso, mas muitos se lançaram ao desafio.

Foram algumas semanas de trabalho intenso, apenas reconstruindo todo o sistema, desde sua base. Enfim, estava pronto. E parecia ter valido à pena.

Usuários ativos e experientes aprovavam a migração em seus recados aos desenvolvedores, e tudo parecia ir bem. Até que cerca de sete meses e meio depois…

A distribuição entrava em crise. O desenvolvimento da versão nova estava no começo, e os pacotes da versão 6.06 já não recebiam atualizações como antigamente. Tal versão do Ubuntu já não recebia suporte crescente, pois era uma versão de suporte longo, que apenas receberia grandes atualizações de segurança. A única solução seria acelerar o desenvolvimento da nova versão e baseá-la na versão mais recente do Ubuntu.

Enquanto isso, nos repositórios Debian…

Mesmo com a febre “vamos utilizar repositórios Ubuntu!”, muitas distribuições mantiveram-se fiéis à base Debian. Alguns programas legais acabaram faltando, mas era o preço a se pagar por manter a tradição. Até porque alguns pacotes poderiam ser conseguidos através de scripts que baixassem o pacote do site oficial.

A principal diferença do Debian para o Ubuntu é que o Debian dá muito mais tempo de suporte em suas versões. A versão passa do Testing em mais ou menos um ano e meio para o Stable, depois para o Oldstable em mais ou menos o mesmo período, e continua recebendo atualizações; Obivamente que as atualizações do Oldstable são realmente raras, mas os desenvolvedores de distribuições baseadas em Debian continuam tendo bom suporte e atualizações por bastante tempo.

Muitos questionam sobre as atualizações de pacotes quando a distribuição passa a ser Stable. É bem verdade que uma versão Stable ultrapassada como o Sarge trazia problemas aos desenvolvedores Desktop. O Sarge já completava seus dois anos e meio, e os pacotes começaram a ficar muito desatualizados quando ele completou cerca de um ano e meio de vida. Isso é verdade; ocorre quando se utiliza uma versão Stable que já tem mais de um ano e meio de vida.

Conclusão

O Ubuntu apresenta a vantagem de ter os pacotes bastante atualizados em seu tempo de vida útil; e conter muitos pacotes úteis ao Desktop que não estão presentes no Debian.

Após algum tempo do lançamento de uma nova versão do Ubuntu, a versão anterior passa a receber cada vez menos atualizações, e isso começa a incomodar os desenvolvedores de filhos do Ubuntu. A única solução para esse problema é sincronizar o tempo de lançamento de versões novas da distribuição com as do Ubuntu, levando em conta uma margem de dois meses (para mais).

Os repositórios Debian apresentam a vantagem de terem um tempo de vida útil muito maior que os do Ubuntu, e de possuirem repositórios para todos os gostos(Stable, Testing, Unstable).

A desvantagem dos repositórios Debian é que o meio mais seguro (Stable) começa a ficar desatualizado após certo tempo de release. A solução para isso pode ser manter os pacotes desatualizados(mas tendo a certeza de que funcionam) ou desenvolver/migrar a distribuição para os repositórios Testing, que têm um custo/benefício de atualização vs instabilidade ideal a usuários domésticos.


E você, caro desenvolvedor: qual a sua escolha?

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Julho 7, 2007

Comunidade CDTC: Cursos On-line, gratuitos e de qualidade!

Arquivado em: Anúncio, Review — PabloVieira @ 5:27 pm

Fala pessoal! Enquanto o Hank está sumido, preciso cobrir a cota de posts dele.

A dica de hoje é quente. Já pensou em ter cursos on-line de qualidade e gratuito, com direito a fórum de dúvidas e exercícios? E tudo isso ensinando no universo GNU/Linux? Essa é a proposta da Comunidade CDTC. É uma iniciativa fabulosa.

Os cursos estão divididos em Usuário e Técnico. Os cursos de Usuário geralmente abordam a utilização de programas usados no Desktop, como o Azureus, Gnome, KDE, etc. Os cursos Técnicos vão de programação(Python,PHP) a administração de servidores(Apache,Squid).

Atualmente estou fazendo o curso sobre o Vim. Achei as aulas muito didáticas e fáceis de acompanhar. Estão dividas em capítulos, e ao final de cada capítulo há uma pergunta de múltipla escolha para testar os conhecimentos adquiridos.

Parabéns ao pessoal da Comunidade CDTC por disponibilizar esse ótimo portal!

Julho 2, 2007

Dica: Get.Debian.net – Baixe o Debian de maneira simples – contribuição brazuca!

Arquivado em: Tutoriais/Dicas — PabloVieira @ 4:52 pm

Aqui vai uma dica pro pessoal que quer fazer o download do Debian. Durante a debconf desse ano, o povo do Debian-BR(desenvolvedores brasileiros do Debian): o novíssimo portal get.debian.net
.
Ele é, com certeza, a maneira mais fácil de se adquirir ISOs do Debian Etch. Baseado nos dados que o navegador fornece sobre o seu computador, o sistema trata de preparar os links corretos para a imagem que melhor se encaixar na sua arquitetura. Ele prepara o link para o primeiro DVD e para a imagem NetInstall do Debian. Também é possível baixar via Torrent, com o http://get.debian.net/bittorrent .

É o pessoal brasileiro mostrando de novo que pode fazer do Linux mais amigável pro usuário!

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